Monday, December 5, 2011

Djokovic, Benfica & Audemars Piguet

Uma bela troika: Novak Djokovic, Sport Lisboa e Benfica e Audemars Piguet. O número um mundial do ténis masculino exibiu em Londres uma camisola do Benfica com o seu Royal Oak Offshore Diver no pulso.

Por Miguel Seabra

(Novak Djokovic com a camisola do Benfica - ©Gianni Ciaccia/Jornal do Ténis)

Novak Djokovic teve um ano de 2011 de sonho: ganhou dez títulos (incluindo três do Grand Slam e cinco Masters 1000), ascendeu ao primeiro lugar do ranking mundial e conseguiu o contrato que tanto desejava com a manufatura suíça de alta-relojoaria Audemars Piguet. E recebeu recentemente um presente muito especial.

Para comemorar uma das melhores épocas de sempre no circuito profissional de ténis, o Sport Lisboa e Benfica enviou ao craque sérvio uma camisola oficial do clube – com o seu nome e o número ‘1’ nas costas. O rosto do tenista sérvio iluminou-se quando viu a camisola: «Ó meu deus, não acredito! Benfica!»; depois, esforçando-se por falar em bom sotaque português, repetiu várias vezes seguidas a frase «Benfica, Eusébio, muito obrigado!» E fez questão de posar para uma fotografia, mostrando no pulso o mesmo Audemars Piguet Royal Oak Offshore que exibiu quando ergueu o troféu do US Open em Setembro – tem alternado entre o Royal Oak Offshore Diver, um Royal Oak Offshore Chronograph com bracelete em aço e mostrador ‘Panda’ e um Royal Oak Offshore Chronograph Grand Prix.

JÁ FOI À LUZ VER UM DÉRBI

Foi a terceira camisola do Benfica para a coleção de Novak Djokovic, que em 2007 se estreou no Estoril Open ao entrar para o Court Central com o equipamento da águia e a inscrição ‘Djokovic’ com um ‘4’ (o seu número preferido). Na altura ouviu assobios por parte de sportinguistas (e alguns portistas, também) que estavam nas bancadas… ficando algo surpreendido. «Pensava que quase todos eram do Benfica», brincou depois – tendo mesmo envergado a camisola numa conferência de imprensa.

Nesse ano, a primeira coisa que fez ao chegar ao Jamor foi pedir à organização para ver o Benfica-Sporting do dia seguinte. Sendo um fanático por futebol, desde pequeno que tem um clube preferido em cada país – e em Portugal sempre foi o Benfica. E quando veio até ao nosso país para jogar o Estoril Open em 2007, apesar de ser em cima da hora e de já não haver lugares VIP disponíveis para o Benfica-Sporting que ele desejava ver, João Lagos lá conseguiu que assistisse no camarote presidencial a um dérbi algo sensaborão e que terminou 1-1 – ficando extasiado com o voo da águia Victória e cumprimentado o presidente Luís Filipe Vieira, já conhecedor da sua paixão pelo SLB, e o então presidente do Sporting, Dias da Cunha, que o ‘admoestou’ por ter referido numa entrevista à sua chegada a Portugal que o seu clube português preferido desde miúdo era o Benfica. E Hermínio Loureiro, então presidente da Liga de Clubes, não se coibiu de pedir um autógrafo à então estrela em ascensão, que uma semana depois receberia o troféu de campeão do Estoril Open das mãos de… Eusébio.

Meses depois, em Janeiro de 2008, quando o jovem de Belgrado ganhava o seu primeiro título do Grand Slam no Open da Austrália, recebeu em Melbourne a camisola cor-de-rosa alternativa dessa época, com a inscrição ‘Nole’ (o seu diminutivo) e um ‘10’ (o número dos artistas); no próprio dia do triunfo na final o Benfica fez-lhe chegar a mensagem de que estava convidado para dar o pontapé de saída num encontro no Estádio da Luz quando regressasse a Portugal. Mas a família Djokovic comprou os direitos de organização de um torneio ATP que se realiza em Belgrado na mesma semana do Estoril Open, pelo que o maior benfiquista da Sérvia dificilmente voltará a competir no Jamor.

Novak Djokovic tornou-se embaixador da Audemars Piguet no mês de Agosto, logo após ter acedido ao primeiro lugar do ranking mundial.

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