Por Miguel Seabra

Normalmente, a expressão ‘como um relógio suíço’ é utilizada para sublinhar algo dotado de uma precisão absoluta e de superlativa qualidade – já que é essa a fama dos instrumentos do tempo concebidos na Suíça e que constituem a referência absoluta no setor. Jorge Jesus, o técnico do Sport Lisboa e Benfica, empregou a analogia para caraterizar a equipa que o clube lisboeta teve ontem pela frente: o Basileia, que curiosamente é oriundo da mesma cidade que alberga a maior feira mundial da indústria relojoeira (Baselworld). Outra curiosidade prende-se com o relógio que Jorge Jesus muitas vezes ostenta no pulso: é um Franck Muller, marca genebrina de luxo fundada pelo mestre relojoeiro do mesmo nome e que tanto tem estado ligada ao futebol na última década e meia.
O próprio Franck Muller é um apaixonado pelo futebol e a sua marca é uma das mais cobiçadas entre os craques da bola – os seus relógios sempre foram especialmente apreciados pelos protagonistas da modalidade, brilhando no pulso das maiores vedetas mundiais e sobretudo portuguesas, desde Rui Costa a Cristiano Ronaldo, de José Mourinho a André Villas-Boas, sem esquecer exclusivas edições comemorativas dedicadas ao Benfica, FC Porto e Sporting muito graças à estreita cumplicidade entre a cúpula diretiva da Franck Muller Watchland (o mestre relojoeiro fundador Franck Muller e o administrador Vartan Sirmakès) e a Torres Distribuição (entidade representante da marca em Portugal).
A TEORIA DE VILLAS-BOAS
Efetivamente, a comparação de Jorge Jesus tem toda a lógica – uma grande equipa de futebol pode ser comparada a um mecanismo relojoeiro suíço de elevada qualidade, onde todas as peças, mesmo as mais pequenas ou aparentemente insignificantes, contribuem solidariamente para o mesmo objetivo: o funcionamento com o máximo de precisão possível.
Mas, numa reportagem publicada na revista portuguesa de alta-relojoaria Espiral do Tempo, André Villas-Boas optou por uma diferente abordagem comparativa entre um calibre relojoeiro e uma equipa de futebol:
«A perfeição no futebol é muito difícil de atingir e se calhar até é inatingível, ao passo que um relógio é perfeito porque tem de ser mecanicamente perfeito para funcionar. O relógio é algo que, em termos de perfeição, é muito difícil de replicar no futebol porque existe um choque entre duas organizações sempre muito fortes, um choque enorme de estados emocionais. Não é só mecânica funcional, há muitas emoções e estados mentais em conjunto a funcionar ao mesmo tempo. Não são só questões organizacionais, são questões mentais em que é muito difícil obter todo um relacionamento e exprimirem-se no seu máximo potencial ao mesmo tempo. Isso é algo muito complicado de obtere o papel do staff técnico é respeitar não só as interrelações entre os vários jogadores, mas otimizá-las ao máximo.»
André Villas-Boas é atualmente embaixador da Franck Muller, que editou uma série limitada de 33 cronógrafos com o seu nome – sendo um deles oferecido pelo treinador portuense a Jorge Nuno Pinto da Costa. No Benfica, Luís Filipe Vieira e Eusébio também são adeptos da Franck Muller, tendo mesmo ambos visitado já a manufatura da marca localizada em Genthod, nas imediações de Genebra.
Conheça em pormenor a edição limitada do cronógrafo Franck Muller André Villas-Boas
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