Miguel Seabra
(Roger Federer, embaixador da Rolex - ©Rolex)
A tradicional cimeira de final de temporada que reúne os melhores tenistas do planeta arrancou no passado domingo em Londres com um chorudo prize-money – mais de 5 milhões de dólares (perto de 3,8 milhões de euros) estão em jogo na prova oficialmente designada por ATP World Tour Finals e que é popularmente conhecida por Masters. O título é o quinto mais importante do ano para os tenistas (logo após os quatro do Grand Slam), uma vez que se trata de um elitista evento reservado apenas aos melhores; consequentemente, também se afigura de grande importância para as marcas relojoeiras que os patrocinam.
A Rolex, que até tem o estatuto de official timekeeper da prova, surge à cabeça com dois representantes no elenco: o suíço Roger Federer, que tem usado o cronógrafo Daytona em ouro rosa com mostrador chocolate e luneta preta em cerachrom; e o francês Jo-Wilfried Tsonga, que esta semana optou por um Datejust. A Audemars Piguet conta com o sérvio número um mundial Novak Djokovic, que exibe no pulso um Royal Oak Offshore Diver. O espanhol Rafael Nadal está associado à Richard Mille e tem utilizado o RM027 com turbilhão que lhe é dedicado. E o também espanhol David Ferrer usa um dos modelos Roadster da Bovet.
De todos, apenas Rafael Nadal joga com relógio – os restantes colocam-no no pulso logo após os encontros e Roger Federer até treina sempre e joga encontros de exibição com relógio, mas não o utiliza em torneios oficiais. Os restantes elementos do elenco não têm patrocínios – o escocês Andy Murray (lesionado, deu o seu lugar ao sérvio Janko Tipsarevic), o americano Mardy Fish e o checo Tomas Berdych.
(Novak Djokovic, embaixador da Audemars Piguet)
CLÁSSICO FEDERER-NADAL
Para já, e até sexta-feira, decorre a fase de grupos. No Grupo B, Roger Federer garantiu a qualificação antecipada para as meias-finais ao vencer os seus dois encontros – o primeiro contra o seu colega da Rolex, Jo-Wilfried Tsonga, e o segundo diante do seu arqui-rival Rafael Nadal (e logo por 6-3 e 6-0); o segundo lugar da respetiva poule ficará decidido no embate entre Nadal e Tsonga. No Grupo A, ainda há muito por decidir nesta altura, mas Novak Djokovic é o principal favorito do lote.
Para além do ATP World Tour Finals (vulgo Masters), a Rolex também apoia Wimbledon, o Open da Austrália, a Taça Davis, a Fed Cup e múltiplos outros eventos de nomeada no circuito profissional. Nos courts, a lista de patrocinados é encabeçada pelo incontornável Roger Federer (recordista de títulos do Grand Slam com 16 troféus, seis deles em Wimbledon) e inclui ainda Jo-Wilfried Tsonga, Juan Martin del Potro, Caroline Wozniacki, Ana Ivanovic, Li Na e Zheng Jie.
FORMATO E PRIZE-MONEY
O formato competitivo engloba oito jogadores de singulares e oito duplas de pares que irão discutir um total de 15 encontros nas respetivas vertentes. A prova começa com uma fase de grupos (round-robin) em que cada uma das duas poules inclui quatro jogadores/duplas. Nos primeiros seis dias os jogadores/duplas de cada grupo defrontam-se entre si (dois encontros por dia referentes ao mesmo grupo) até que os dois primeiros classificados – determinados pelo número de vitórias, resultados entre si, número de sets ganhos e perdidos – acedem às meias-finais. No sábado, o primeiro do Grupo A joga com o segundo do Grupo B e vice-versa; no domingo joga-se a final.


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